Roda de conversa na APAE de Mogi orienta famílias sobre saúde bucal de crianças atípicas

Ação de orientação parental em saúde bucal fortalece vínculos e promove cuidados inclusivos no Projeto Estimulando Vidas da APAE de Mogi das Cruzes.

Roda de conversa na APAE de Mogi orienta famílias sobre saúde bucal de crianças atípicas
A iniciativa reuniu pais e responsáveis em uma roda de conversa marcada pelo acolhimento, escuta ativa e educação em saúde, com foco na prevenção e no cuidado adaptado à realidade de crianças atípicas (Divulgação/APAEMC)
Roda de conversa na APAE de Mogi orienta famílias sobre saúde bucal de crianças atípicas
Roda de conversa na APAE de Mogi orienta famílias sobre saúde bucal de crianças atípicas

Na última semana, a APAE de Mogi das Cruzes realizou uma ação de orientação parental em saúde bucal, dentro do Projeto Estimulando Vidas, do Grupo de Estimulação Precoce. A iniciativa reuniu pais e responsáveis em uma roda de conversa marcada pelo acolhimento, escuta ativa e educação em saúde, com foco na prevenção e no cuidado adaptado à realidade de crianças atípicas.

O encontro integra o Projeto Estimulando Vidas, que oferece atendimento interdisciplinar a crianças de 0 a 3 anos com deficiência intelectual, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, paralisia cerebral, microcefalia, síndrome de Down e outras condições, com foco na estimulação adequada e na promoção da autonomia desde a primeira infância.

Conduzida pela cirurgiã-dentista Marli Goulart, responsável pelos atendimentos do projeto Sorrisos que Brilham na APAE, a atividade abordou temas práticos e dúvidas recorrentes das famílias sobre o cuidado diário com a boca e os dentes. Entre os principais tópicos estiveram a escovação correta, adaptações para favorecer a higiene bucal em crianças com maior sensibilidade ou resistência ao toque, escolha da escova ideal, seleção do creme dental adequado e a quantidade recomendada para uso.

Houve também um momento dedicado a desfazer mitos em relação ao uso do flúor e aos medicamentos, especialmente antibióticos. “Expliquei às famílias que o medicamento, por si só, não causa cárie. O que favorece o surgimento de doenças bucais é a falta de higiene após a administração. Nosso objetivo é orientar, reduzir medos e ajudar cada família a encontrar estratégias possíveis para a sua rotina”, afirma Marli.

Foram apresentados ainda conteúdos sobre cronologia da erupção dentária, possibilidades de agenesia (ausência congênita de dentes) e estratégias de prevenção, com o objetivo de evitar procedimentos invasivos e crises relacionadas à dor. A importância do acompanhamento odontológico inclusivo e humanizado foi amplamente discutida, com orientações para que as famílias busquem serviços preparados para atender crianças com diferentes necessidades, respeitando seus limites sensoriais, emocionais e comportamentais.

Durante a roda de conversa, a equipe da APAE identificou a sensibilidade e a sobrecarga vivenciadas pelas famílias, além da dificuldade relatada por muitos responsáveis em encontrar atendimento odontológico especializado e inclusivo. “A troca de experiências entre os participantes, somada às orientações técnicas, reforçou o papel do projeto como espaço de apoio, informação e fortalecimento de vínculos, contribuindo para o cuidado integral dos atendidos desde a primeira infância”, destacou Gabriele Janasi, psicóloga que acompanha o grupo.