Serviço de Convivência da APAE de Mogi das Cruzes envolve famílias na produção de materiais pedagógicos em feltro

Famílias se envolvem na produção de materiais pedagógicos em feltro, fortalecendo vínculos e contribuindo para o desenvolvimento dos atendidos.

Serviço de Convivência da APAE de Mogi das Cruzes envolve famílias na produção de materiais pedagógicos em feltro
Na prática, os materiais já são utilizados em atendimentos especializados. (Divulgação/APAEMC)
Serviço de Convivência da APAE de Mogi das Cruzes envolve famílias na produção de materiais pedagógicos em feltro
Serviço de Convivência da APAE de Mogi das Cruzes envolve famílias na produção de materiais pedagógicos em feltro

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da APAE de Mogi das Cruzes vem envolvendo responsáveis pelos atendidos na produção de materiais pedagógicos em feltro. A atividade ocorre no Espaço de Convivência Eunice Strazzi, dentro da instituição, e já apresenta resultados práticos nos atendimentos, com a utilização dos recursos em sessões de Psicopedagogia e Psicologia.

Entre os materiais confeccionados estão dedoches, luvas de contação de histórias e outros recursos lúdicos voltados à diversidade e à inclusão. As peças vêm sendo incorporadas às práticas pedagógicas, especialmente com educandos do Ensino Fundamental, contribuindo para o desenvolvimento da linguagem, da comunicação, da expressão emocional e da interação social.

Embora o Serviço de Convivência esteja em funcionamento desde o ano passado, a produção em feltro teve início neste ano, ampliando as atividades oferecidas às famílias. Além de estimular a participação ativa dos responsáveis na rotina institucional, o projeto também se configura como espaço de aprendizado e possibilidade de geração de renda.

Na prática, os materiais já são utilizados em atendimentos especializados. A psicopedagoga Liliane Barbosa Rosa Domingues emprega dedoches e luvas associados à música, estratégia que tem ampliado o engajamento dos alunos, especialmente em atividades voltadas a crianças com dificuldades na fala, linguagem e comunicação. “Tenho utilizado os materiais de forma integrada à música, o que favorece o engajamento e a participação, principalmente dos alunos com mais dificuldade de comunicação. Os resultados têm sido muito positivos”, afirma.

A psicóloga Nathalia de Morais também destaca a relevância dos recursos no contexto escolar. “A contação de histórias com o uso de dedoches, luvas e outros elementos lúdicos é uma ferramenta pedagógica essencial, pois integra aprendizagem, emoção e interação social de forma acessível, facilitando a expressão de sentimentos e a elaboração emocional”, explica.

De acordo com a coordenadora técnica do serviço, Emília Moribe, a proposta vai além da produção dos materiais. “O projeto fortalece os vínculos entre as famílias e a instituição, ao mesmo tempo em que oferece um espaço de escuta, troca e aprendizado. É uma oportunidade para que os participantes desenvolvam novas habilidades, se sintam valorizados e participem ativamente do desenvolvimento dos atendidos”, afirma.

A diretora pedagógica da APAE, Ana Paula Nogaroto, ressalta o impacto direto na aprendizagem. “Quando esses materiais chegam às salas de atendimento, eles já carregam um valor afetivo importante. Isso potencializa o trabalho pedagógico e aproxima família, escola e atendido em uma mesma proposta de desenvolvimento integral”, destaca.

Já a assistente social Marisa Santos enfatiza o papel social da iniciativa. “O Serviço de Convivência promove bem-estar, integração e autonomia. Ao oferecer capacitação e possibilidades de geração de renda, contribuímos para o fortalecimento das famílias e para a valorização de cada participante”, afirma.

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é conduzido por duas monitoras e uma psicóloga, responsáveis por desenvolver atividades sociais, de apoio emocional e de formação em um ambiente participativo e dinâmico.